Tratamento das Bi e Tri-furcações

09/09/2017

Toda vez em que a região de furca é atingida pela doença periodontal, um fator de complicação a mais torna-se presente na nossa tentativa de salvar o dente comprometido.

 

A região da furca, pode ser comprometida pela doença periodontal, por lesão endodôntica, através de canalículos acessórios que fazem anastomose com vasos do ligamento periodontal, através de trauma oclusal ou através de iatrogenias.

 

Em casos de furca, devemos avaliar de forma muito criteriosa a situação dental, a anatomia, para podermos aplicar a melhor das técnicas.

 

Com referência a anatomia, devemos observar o componente vertical da furca, ou seja a perda de inserção vertical no espaço inter-radicular, curvatura e envolvimento das raízes  comprimento do bulbo radicular, anatomia do defeito ósseo, comprometimento do dente vizinho, presença de projeções de esmalte, etc.

 

Antes de oferecermos um plano de tratamento, devemos ter certeza da capacidade do paciente em manter a região da furca isenta de placa bacteriana, presença ou não de sensibilidade pós tratamento e inclusão do dente a um planejamento protético sem inviabilizar este tratamento.

 

 

TUNELIZAÇÃO

 

Trata-se de um  retalho reposicionado apicalmente, no intuito de se criar um espaço entre as raízes  onde o paciente possa inserir uma escova interdental, para remoção da placa bacteriana.

 

Nesta técnica existe a necessidade de se expandir o espaço inter-radicular, através de odontoplastia. Isto poderá trazer sintomatologia dolorosa e muitas vezes o tratamento endodôntico se fará necessário.

 

A tunelização se faz em envolvimento de furca classe III e em classe II avançada, preferencialmente em molares inferiores. Em molares superiores a técnica torna-se muito mais dificultosa.

 

PRÉ-MOLARIZAÇÃO

 

Realizada em molares inferiores, esta técnica é utilizada principalmente em dentes com trepanação de furca. Neste caso, o dente sofrerá tratamento endodôntico e dividido em dois pré molares. A corôa protética poderá ser individual ou unida, tendo-se o cuidado, neste caso, de se construir  uma furca supra gengival para higienização.

 

RIZECTOMIA

 

Realizado em molares superiores. Normalmente a lesão acomete a raiz vestíbulo distal, pelo fato da furca dos molares superiores encontrar-se logo abaixo do ponto de contato na face distal, ou seja, muito superficial. Isto faz com que na instalação da doença, a perda de inserção comprometa a furca inicialmente por este local.

 

A cirurgia é feita através de retalho de espessura total, exposição da área atingida e através de broca incisão angulada da raiz a ser removida.Nos casos de dentes vitalizados é desnecessária a endodontia da raiz condenada, uma vez que será eliminada.Devemos arredondar todas as bordas, criando acesso para a higiene.

 

CASO 1: Remoção de raízes vestibulares

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CASO 2: Remoção de raiz disto vestibular

 

CASO 3: Rizectomia de raiz palatina

Neste caso, devido a remoção da maior raiz do dente, realizamos contenção intra coronária.

 

 

ODONTOSECÇÃO

Também realizada em molares inferiores, consiste na eliminação da raiz em pior condição periodontal, uma vez que a remanescente não esteja demasiadamente comprometida, possuindo inserção em pelo menos 2/3 do seu comprimento. A raiz restante deverá ser ampla, com pouca curvatura para que possa suportar uma prótese em forma de pré-molar, que poderá ser isolado, ou fixado ao dente vizinho.

 

CASO CLÍNICO:

 

CASO CLÍNICO:

 

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