Perguntas e Dúvidas Frequentes


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1. É comum a gengiva sangrar? R.: Salvo algum machucado causado, as gengivas não sangram. 2. Quantas vezes devo escovar os dentes? R.: Após todas as refeições e antes de deitar. 3. Qual a melhor escova dental? R.: A escova ideal é aquela que apresenta cerdas macias e cabeça pequena. Atualmente novos conceitos de posição de cerdas estão sendo lançados no mercado, porém se a escova tiver cabeça pequena, cerdas macias, três ou quatro fileiras de cerdas, sendo todas do mesmo tamanho, deverá ser considerada como uma boa escova. 4. Devo usar o fio dental? R.: Sim, o fio dental faz parte da higiene oral, e deverá sempre ser utilizado antes ou após a escovação. 5. Qual é o melhor: o fio ou a fita dental? R.: Não existem comprovações que provem qual o melhor, sendo ambos eficientes. Normalmente em situações de dentes extremamente juntos e apertados, a fita penetra com maior facilidade. Porém, pode mais facilmente cortar a gengiva. 6. Posso usar palito de dentes? R.: O palito está indicado na higiene bucal, desde que seja do tipo português, ou seja, macio, em madeira balsa, triangular e que penetre nos espaços entre os dentes, sem causar pressão nas gengivas e nos dentes. 7. Quais são os sintomas de doença de gengiva? R.: Sangramento é o mais comum, porém halitose, edema, vermelhidão, sensação de coceira, inchaço, gengivas que parecem ter descido, mudança na posição dos dentes, dentes moles, gengivas que parecem soltas dos dentes, são alguns dos sintomas de doença. 8. Como devo escovar os dentes? R.: De acordo com o tipo de sua gengiva. O melhor é pedir aconselhamento ao seu dentista. No site, você encontrará filmes demonstrando algumas técnicas. 9. De quanto em quanto tempo devo frequentar o dentista? R.: Após o tratamento concluído, o profissional deverá informar o tempo para retorno, que varia de acordo com a eficiência de sua escovação, tipo e gravidade do problema apresentado. Porém, em média, duas visitas ao ano são suficientes. 10. Meu dentista pediu radiografias de meus dentes, isto está correto? R.: Sim, para completar um diagnóstico perfeito o profissional deve pedir radiografias pelo menos uma vez ao ano, além de exames de laboratório, caso haja necessidade. 11. Estou apresentando sensibilidade dentária. Qual o motivo? R.: A sensibilidade pode ser causada por várias situações como: cárie, infiltração, restaurações mal - adaptadas e retrações gengivais entre outros. 12. Por que as minhas gengivas estão mudando de posição? R.: A retração gengival pode ser causada por escovação traumática, como excesso de força ou escova muito dura, por doença periodontal ou por desarranjo na sua oclusão. 13. Não apresento dor e o profissional falou que estou com doença de gengiva. Isso é possível? R.: Sim. A doença periodontal ou de gengiva, salvo algumas excessões é uma doença silenciosa e indolor por evoluir normalmente de forma lenta. Quando existe a presença da dor, é porque a doença está em estágio avançado ou porque apresentou características de doença aguda, que são doloridas. 14. Por que meus dentes estão amolecendo? R.: Provavelmente porque a doença periodontal está em situação avançada, causando destruição do osso que suporta os dentes. Daí, o dente ao perder esse suporte ósseo, passa a balançar. 15. Costumo apertar ou ranger os dentes. Qual o motivo? R.: O ato de aperar e ranger os dentes pode ter como causa o stress, algum tipo de interferência oclusal, ou alteração na articulação da mandíbula. A causa deve ser pesquisada para que seja aplicada a terapia adequada. 16. Qual a causa da doença de gengiva? R.: É a placa bacteriana. 17. O que é placa bacteriana? R.: É um acúmulo de bactérias provenientes do meio externo e do próprio organismo que se localiza sobre todas as estruturas da boca, podendo se aderir sobre próteses também. O seu aumento pode vir a causar o surgimento das doenças bucais como cárie e doença periodontal. 18. A doença periodontal é comum? R.: De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a doença periodontal juntamente com a cárie, é responsável por 98% das perdas dentárias. Sabe-se que 75% da população acima dos 25 anos apresenta algum tipo de doença periodontal. 19. O que é piorréia? R.: É a denominação antiga da periodontite. Era utilizada para indicar o paciente que perdia os dentes após estes amolecerem. 20. Qual o perigo da doença periodontal? R.: Existem duas correntes: o perigo local e o perigo sistêmico ou geral. O perigo local, é que além da perda dos dentes, o paciente ficará com muito pouco osso capaz de sustentar uma prótese total (dentadura). Os dentes que sobrarem poderão não suportar a colocação de uma prótese fixa ou removível, além de dificultar a colocação de implantes. No âmbito geral, sabe-se atualmente que a doença periodontal é fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, tão importante quanto o fumo. 21. A doença periodontal ocorre em crianças? R.: Embora seja uma doença mais frequente em adultos, pode sim se manifestar em crianças com os mesmos sintomas que ocorrem em adultos. 22. Mal hálito é causado pela doença gengival? R.: A doença é uma das possíveis causas do mal hálito, A falta de escovação da língua, problemas estomacais, alimentos lácteos, cáries, fumo, diabetes podem causar halitose. 23. Qual o melhor creme dental? R.: A princípio, não indicamos especificamente um tipo de creme dental. Aconselhamos produtos de boa qualidade, aprovados pela Associação Brasileira de Odontologia, que contenham flúor e que sejam pouco abrasivos. Aconselhamos também a mudança de marca periodicamente, 24. Tenho uma ferida na boca que não cura. O que devo fazer? R.: Toda lesão que surgir na boca não deve durar mais que cinco dias. Lesões com sete dias ou mais deverão ser investigadas por especialistas (semiologistas ou patologistas) indicados pelo cirurgião dentista. 25. Posso usar pasta medicinal para curar a doença de gengiva? R.: Não. Desaconselhamos cremes dentais com ação anti-inflamatória, pois podem mascarar o quadro da doença, deixando a gengiva com aspecto superficial saudável, enquanto que a infecção persiste internamente. 26. Qual o melhor tipo de bochecho? R.: Os enxaguatórios bucais não substituem a escova e o fio dental, sendo portanto ineficientes para o combate da placa bacteriana. Apenas produtos a base de clorexidina apresentam realmente ação antibacteriana, porém apresenta limitações quanto ao tempo de uso e indicação, além de apresentar uma série de efeitos colaterais. Alguns bochechos matam menos que 5% das bactérias bucais, mostrando um péssimo custo benefício. Ou seja só servem para dar um "gostinho" na boca. 27. Posso fazer bochecho com água oxigenada? R.: Embora a água oxigenada seja capaz de combater até 25% das bactérias bucais, seu uso é desaconselhado pois o produto não é seletivo, ou seja, poderá causar desequilíbrio da flora bacteriana benéfica. A outra razão para sua não utilização, é que as bactérias causadoras de doença acham - se localizadas dentro da gengiva, no sulco gengival e o bochecho não tem eficiência para se infiltrar dentro deste local. 28. Após o tratamento de gengiva, meus dentes ficaram sensíveis ao frio. Isso é normal? R.: Sim, embora não desejável, é bastante comum os dentes apresentarem sensibilidade após o tratamento. dependendo da sensibilidade, escovar os dentes com água morna por um determinado período, especialmente em dias frios é suficiente para a solução do problema. Caso persista, o dentista poderá aplicar substâncias dessensibilizantes nos dentes sensíveis. 29. Quando devo usar o fio dental: antes ou após a escovação? R.: Indiferente. O importante é que se desloque a placa do dente, pois as bactérias só conseguem agredir o organismo se estiverem fixadas.

.30. Boa noite. Após ler o artigo sobre problemas periodontais no blog, me atrevi a escrever. Meu nome é Valeria, sou mãe do Marcus Vinicius que tem 5 anos e acaba de perder o terceiro dente de leite. Apesar do pouco espaço para os dentes decíduos que estão chegando, sua dentição sempre foi bastante saudável. Mas tudo mudou em poucos dias. Na quinta-feira passada, ao chegar do colégio, se apresentou febril e queixando-se de leve ardor na garganta. Poucas horas depois já estava com febre de 39,5; o pediatra da emergência, disse ser prematuro para um diagnóstico motivado pela ardência da garganta e disse que deveríamos voltar se o quadro continuasse. Nada mudou, a febre continuou alta e persistente e as dores na garganta e estômago intensificaram. Num segundo diagnóstico na emergência no sábado, disseram ser herpangina, pois pequenas aftas apareceram nas amígdalas e mais duas na lateral da língua. O pediatra dele, por telefone achou melhor iniciar o uso da CEFALEXINA (até então nunca utilizada no meu filho), retirou o paracetamol e o substituiu pela NOVALGINA (também não utilizada anteriormente). Não notamos nenhuma complicação cutânea, mas no domingo a gengiva estava inchada e vermelha e as dores mais agudas. Na segunda-feira (ontem), fomos a um atendimento de urgência odontológica e ao ver o estado das gengivas do meu filho, o profissional disse parecer reação a um dos dois medicamentos. Levamos meu filho ao pediatra dele para avaliação e ele não concordou, dizendo parecer com gengivoestomatite viral. Suspendeu a CEFALEXINA e nós suspendemos a NOVALGINA. Bem, hoje seu quadro é de anorexia, dor da gengiva até o esôfago. No entanto a febre cedeu e não fez uso de anti-térmico. Gostaria de saber, depois desse longo relato, onde procurei ser o mais fiel possível aos fatos ocorridos, o que peço desculpas, se todos esses sintomas se enquadram numa reação aos medicamentos ou a gengivite viral; e o que eu posso fazer para aliviar as dores e o inchaço nas gengivas, pois além de tudo o quarto dente está mole e dói mais do que deveria pelo trauma. Há remédios? Não estou usando nada e fico preocupada do quadro evoluir. Quando isso passará? O que devo fazer mais? Estou cheia de dúvidas, pois nada foi assertivo. Estou enviando algumas fotos, espero que possam auxiliar. Desde já agradeço imensamente a atenção e aguardarei a resposta

R.: Gengivo estomatite herpética aguda... Características e tratamento no site (Doenças Agudas).


Bom dia, Sou Maria José e moro em Santa Catarina, tenho problema na furca do primeiro molar inferior esquerdo desde 2007. O primeiro sintoma foi uma fístula, a dentista tratou o canal, depois de mais ou menos três meses apareceu outra fístula, A dentista fez cirurgia e deixou aberto o lado vestibular para fazer limpeza. Agora apareceu outra fístula. Gostaria de ir para Santos fazer uma consulta com o Sr. Eu já fiz duas cirurgias buco maxilo facial tinha mordida aberta. Depois da segunda cirurgia e do tratamento ortodôntico fiquei com mordida cruzada do lado esquerdo. A mesma dentista que fez a cirurgia, fez aumento oclusal e "trouxe" a mandíbula para direita, isso foi em 2005. Só que a minha mandíbula voltou para aonde ficou depois da cirurgia, eu tenho instabilidade na mordida e estou com problema na ATM. Todos os meus dentes tem resina. Agora resolvi encontrar outro dentista. Antes de ir a Santos, eu preciso fazer uma ajuste oclusal para acertar a mordida, gostaria de uma indicação sua de um profissional que possa fazer o ajuste para depois fazer a consulta para ver se o dente ainda pode ser salvo. Aguardo retorno se possível. Muito obrigada Maria José

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Dr. José Sani Neto

Cirurgião-Dentista, formado em 1982 pela Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Santa Maria - UFSM/RS.

Especialista em Periodontia e Mestre em Fisiologia de Órgãos e Sistemas. Professor Titular da Disciplina de Periodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade Metropolitana de Santos - FOUNIMES.

Coordenador dos Cursos de Especialização, Atualização e de Iniciação em Cirurgia Periodontal da FOUNIMES.

Professor Convidado do Curso de Especialização em Implantodontia - SENAC TIRADENTES/SP.

Professor Convidado do Curso de Especialização em Implantodontia - FOUNIMES.

Autor do Capítulo Tratamento Odontológico na Gravidez em "A grávida: suas Indagações e as Dúvidas do Obstetra", ed. Atheneu,1999.

Autor do Manual de Periodontia, ed. Atheneu, 2000.

Colaborador no Atlas de Prótese sobre Implantes Cone Morse. 1a. ed. São Paulo: Livraria Editora Santos, 2009.

Co-autor do Atlas de Implantes Cone Morse - da Cirurgia à Prótese. Ed. Napoleão, 2011.

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